O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, em 24 de setembro de 2026, o indeferimento do registro de candidatura de José Roberto Arruda ao cargo de governador do Distrito Federal. Por 5 votos a 2, a Corte manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que havia considerado o ex-governador inelegível com base em condenações colegiadas por improbidade administrativa.
Com o julgamento, Arruda não poderá disputar validamente o cargo de governador nas eleições de 2026. A decisão ocorre a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e modifica o cenário da disputa pelo Palácio do Buriti, que reúne dez candidaturas registradas, conforme levantamento divulgado pela Agência Brasil.
Por que o registro foi indeferido
O julgamento do TSE manteve o entendimento adotado anteriormente pelo TRE-DF sobre a situação eleitoral de Arruda. A decisão está relacionada a condenações colegiadas por improbidade administrativa, fundamento utilizado para reconhecer a inelegibilidade do candidato e rejeitar o registro de sua candidatura ao governo do Distrito Federal.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o resultado foi definido por maioria de cinco votos a dois. Com a confirmação do indeferimento, a candidatura deixa de produzir efeitos válidos para a disputa, ainda que elementos de identificação do candidato permaneçam disponíveis no sistema de votação.
Nome de Arruda continuará na urna
Mesmo após a decisão judicial, o nome e a fotografia de Arruda permanecerão na urna eletrônica. O TRE-DF informou que o sistema de candidaturas já havia sido fechado e que as urnas começaram a ser preparadas antes do julgamento realizado pelo TSE.
A permanência da imagem na urna não significa que o registro esteja válido. Trata-se de uma consequência operacional do estágio de preparação das urnas para o primeiro turno. Por isso, o eleitor poderá encontrar a identificação de Arruda ao consultar as opções para governador, mas os votos destinados a ele não serão considerados válidos na apuração.
Como serão contabilizados os votos
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, eventuais votos registrados para Arruda na disputa pelo governo do DF serão computados como nulos. Isso significa que os votos não serão transferidos para outro candidato nem entrarão no cálculo dos votos válidos destinados à eleição para o Palácio do Buriti.
A nulidade se limita à escolha feita para governador. O voto do mesmo eleitor para os demais cargos continuará válido, desde que tenha sido registrado corretamente. Assim, a opção por deputado federal, deputado distrital, senador e presidente da República não será anulada por causa do voto destinado a Arruda para o governo do Distrito Federal.
Na prática, o eleitor que escolher Arruda para governador terá esse voto desconsiderado na apuração desse cargo. As demais escolhas feitas na mesma votação seguirão normalmente para a contagem, sem relação com o indeferimento do registro.
Impacto para a eleição no Distrito Federal
A decisão foi anunciada na reta final da campanha e deve exigir atenção dos eleitores brasilienses, especialmente daqueles que ainda associam a presença do nome na urna à validade da candidatura. A orientação oficial é distinguir a identificação exibida pelo equipamento eletrônico do status jurídico do registro eleitoral.
O caso também altera a composição efetiva da disputa pelo governo do DF. Embora a identificação de Arruda continue disponível no momento da votação, os votos correspondentes serão classificados como nulos. A definição do resultado dependerá, portanto, dos votos válidos destinados aos demais candidatos registrados para o cargo.
Em notícia sobre o julgamento, a Agência Brasil também informou sobre a decisão do TSE e o indeferimento do registro. Para o eleitor, o principal efeito prático é que a escolha por Arruda não produzirá um voto válido para governador, ainda que o nome permaneça visível na urna eletrônica.
O primeiro turno das eleições gerais está previsto para 4 de outubro de 2026. Até lá, a situação de Arruda permanece definida pelo julgamento do TSE: a candidatura ao governo do Distrito Federal está indeferida, e os votos eventualmente atribuídos a ele para esse cargo serão anulados.